Introdução  
 
Apesar de indicadores animadores em relação à tendência de queda da incidência e da mortalidade por tuberculose no Brasil, seus números absolutos ainda causam indignação e nos trazem um desafio grandioso. São mais de 70.000 casos novos e o número de óbitos por tuberculose ultrapassa a cifra de 4.500 a cada ano.

No plano político o Ministério da Saúde tem tido uma decisiva atuação desde que, em 2003, elegeu a tuberculose como um problema prioritário de saúde pública a ser combatido. Para além das medidas técnico-administrativas, ampliou o orçamento do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) em mais de 14 vezes, quando comparado ao ano anterior à eleição da tuberculose ao status de doença prioritária, e tem estimulado firmemente a organização e a participação da sociedade civil no controle social da tuberculose.
 

No plano técnico ampliou e qualificou a equipe do PNCT viabilizando uma ativa participação de seus técnicos em todo o território nacional e em foros internacionais de decisão e adotou cada uma dos elementos da estratégia do Stop TB, a começar pelo seu primeiro elemento que trata da implementação do Tratamento Diretamente Observado (TDO) de alta qualidade, objeto desta publicação.

Além do tratamento diretamente observado, o Ministro da Saúde tem se pautado pelo fortalecimento do sistema de saúde, promovendo a articulação entre diferentes programas que possam contribuir para o controle da endemia no país, particularmente no combate à coinfecção TB/HIV e na promoção do acesso às populações mais vulneráveis aos serviços de saúde, sempre na perspectiva da descentralização das ações de controle da tuberculose, com ênfase absoluta na Atenção Básica.

Para que a descentralização possa avançar com a garantia de qualidade das ações, é fundamental o envolvimento de todos os profissionais de saúde em equipes multidisciplinares, nas quais a participação de cada um é parte indispensável para o sucesso das ações. Enfim, esse trabalho em equipe e com foco no usuário são elementos chaves que se espera para o alcance de nossas metas de superação dos desafios.

Neste cenário, o papel da enfermagem, categoria fundamental para a condução das atividades de saúde pública em nosso país, adquire uma especial importância na execução das ações de controle da tuberculose a daí a necessidade da edição de um protocolo específico para as atividades da enfermagem no âmbito da Atenção Básica.

Esta publicação dedica-se, portanto, à sistematização do trabalho daqueles profissionais que têm o papel fundamental de garantir a supervisão de todo o tratamento e evitar as intercorrências que favoreçam o abandono, a recidiva, a falência e a tuberculose resistente, garantindo a adesão dos pacientes e um tratamento bem sucedido.  

Sobre a REDE-TB

A Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose (REDE-TB) é uma Organização Não Governamental (ONG) de direito privado sem fins lucrativos, preocupada em auxiliar no desenvolvimento não só de novos medicamentos, novas vacinas, novos testes diagnósticos e novas estratégias de controle de TB, mas também na validação dessas inovações tecnológicas, antes de sua comercialização no país e/ou de sua implementação nos Programa de Controle de TB no País.


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