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Gigante alemã dos diagnósticos avalia abrir fábrica de testes rápidos no Brasil, diz CEO

Qiagen estuda produção com foco em tuberculose, visando também a exportação

Depois de a pandemia ter transformado testes rápidos em hábito cotidiano, uma das maiores empresas de diagnóstico do mundo enxerga o Brasil como potencial plataforma de exportação dessa tecnologia aplicada ao combate de uma doença que mata 1,6 milhão de pessoas por ano: a tuberculose.

No mês passado, o CEO global da alemã Qiagen — que vende US$ 2,1 bilhões ao ano em exames prontos e insumos para laboratórios — veio ao Brasil discutir com autoridades do Ministério da Saúde e potenciais parceiros a fabricação por aqui de uma nova tecnologia de exames para tuberculose. Diferentemente da solução tradicional, que requer acesso a um laboratório, o novo teste — desenvolvido há cerca de três anos — exige apenas um leitor portátil e dá o resultado em 15 minutos.

— Parte importante da população não tem acesso ao teste tradicional. Por isso, acreditamos que, para que o teste rápido tenha sucesso, ele precisa ser fabricado em um mercado emergente — disse à coluna o francês Thierry Bernard, que comanda 6 mil funcionários pelo mundo. — Estamos muito abertos a discutir essas oportunidades de produzir no Brasil. O país está na dianteira de vários mercados emergentes, e as autoridades querem que as companhias estrangeiras não venham apenas para vender, mas também para investir. Faz sentido para nossa estratégia.

Embora a Qiagen tenha equipes técnicas e comerciais no Brasil, que sedia suas operações latino-americanas, a companhia não tem nenhuma fábrica na região. Hoje, elas estão espalhadas pela Europa (em países como Alemanha, Espanha e Suécia), EUA e China.

— Não podemos ter fábrica em todos os países, mas alguns países, dado seus tamanhos e impacto na região, são mais abertos a esse tipo de investimento. Você precisa ser global, mas local também. Estou convencido de que países como China e Índia, e potencialmente Brasil, são esses mercados-chave para isso — afirmou o CEO da Qiagen, que vale US$ 10 bilhões na Bolsa.

Segundo ele, caso o plano se concretize, a ideia é usar a planta brasileira como plataforma de exportação.

— Não seria só para o Brasil. Seria fabricado aqui e importado para o resto do mundo, inclusive a Ásia — observou, acrescentando: — Nos países desenvolvidos, há a falsa impressão de que a tuberculose é um problema do passado ou de país pobre. Mas cresce o número de mortes inclusive nos EUA. E a Covid não ajudou, sugando recursos. Hoje, gastamos menos com tuberculose do que no passado.

Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/capital/post/2023/05/gigante-alema-dos-diagnosticos-avalia-abrir-fabrica-de-testes-rapidos-no-brasil-diz-ceo.ghtml