Números elevados de casos de tuberculose no país preocupam especialistas
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Segundo dados do Painel Epidemiológico do Ministério da Saúde, as maiores incidências da doença em 2023 ocorreram nas regiões Norte e Sudeste, com 57,7 e 42,8 casos por cem mil habitantes, respectivamente.
E como o cenário está nos estados? Em 2023, as piores taxas foram registradas no Amazonas (86,3 casos por 100 mil habitantes), em Roraima (78,9 casos por 100 mil habitantes) e no Rio de Janeiro (73,7 casos por 100 mil habitantes).
Quando observamos os dados por município, encontramos localidades que também se destacam. De acordo com o Boletim Epidemiológico de Tuberculose no Município do Rio de Janeiro 2024, a incidência da doença na cidade durante o ano anterior foi de 114,7 casos por 100 mil habitantes, bem superior à média nacional registrada no mesmo ano (39,7 por 100 mil).
Já os registros do EpiRio – Observatório Epidemiológico da Cidade do Rio de Janeiro apontam para 9.503 notificações da doença em 2023, com alguns bairros registrando números alarmantes.
Em Bangu, na zona oeste do Rio, por exemplo, foram notificados 1.466 casos em 2023. Lá existe o Complexo Penitenciário de Gericinó, um dos locais que concentra mais casos da doença. Mas outros bairros também aparecem no topo da lista. É o caso, por exemplo, da Rocinha, na zona sul da cidade, com 358 notificações de tuberculose em 2023.
A favela da Rocinha mantém um longo histórico da doença. Segundo matéria publicada no jornal El País e republicada no site do Conselho Federal de Enfermagem em 2016, a incidência da doença girava em torno de 370 casos por 100 mil habitantes. Em 2019, obras de infraestrutura realizadas pelo governo e que promoveram o alargamento de ruas, entre outras medidas de urbanização, melhoraram o cenário. No entanto, os dados mostram que a situação ainda está longe da ideal.
Saiba mais: https://www.invivo.fiocruz.br/saude/tuberculose/
